Actividates Realizadas 2021

Actividades realizadas pelo CIDAC em 2021

Uma biblioteca de sementes no Agrupamento de Escolas de Benfica

23 de junho. Em março de 2020, começou a germinar a ideia de criar bibliotecas de sementes nos dois agrupamentos de escolas parceiras do projeto de ED “Escola ser vivo dentro de um ecossistema”. Com a professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas de Benfica (AEB) e os professores bibliotecários do Agrupamento de Escolas Lidley Cintra, no Lumiar, CIDAC e FGS foram desenhando uma trajetória que envolvesse outros/as professores/as e estudantes na criação de um dispositivo nas bibliotecas escolares para promover a curiosidade, conhecimento e troca deste rico património genético, agrícola, florestal, gastronómico, histórico… que são as sementes.
No AEB, trabalhámos desde novembro 2020 até junho deste ano – com alguns meses de confinamento e interregno pelo meio - com uma turma de biologia do 10.º e a respetiva professora. Após algumas experiências de sementeiras, de pesquisa sobre plantas e recolha de sementes, pensaram em formas de divulgação e de criação de um stock inicial de sementes na escola; desenharam um logótipo e etiquetas de catalogação; criaram um ficheiro de registo das sementes e um site, ainda em construção. Finalizámos esta atividade com a montagem propriamente dita da sementeca na biblioteca escolar, a 23 de junho, e com um pic-nic no espaço exterior da escola.
À sementeca alojada na biblioteca estará associada uma sementeca móvel para uso dos/as professores/as em sala de aula, um conjunto de materiais educativos disponíveis na biblioteca, uma estufa para reprodução de sementes e plântulas e uma casa-”abrigo”, no recinto exterior do estabelecimento, para atividades em torno desta temática.
Este grupo de estudantes irá continuar, no próximo ano letivo, a recolha, investigação e catalogação de sementes, e dinamizará a sementeca para que as sementes possam circular, cair na terra e alimentar-nos.

Escola de verão sobre desenvolvimento 2021

15-17 de junho. Qual o futuro do desenvolvimento e que desafios acarreta é uma pergunta recorrente, embora com matizes diferentes ao longo das décadas… do desenvolvimento. O papel que a justiça comercial internacional tem a jogar; que atores da sociedade civil participam nas estratégias de desenvolvimento, são questões que há muito nos preocupam, a que acrescem, nos últimos anos, o reconhecimento quase inevitável do setor privado como ator do desenvolvimento e a financeirização deste campo de intervenção. Como tal buscamos discuti-las, atualizando e aprofundando conhecimentos sobre as mesmas. A 3.ª edição do Summer Course on International Development, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, PPONG e pelo CEsA/ISEG, entre 15 e 17 de junho, permitiu aprofundar algumas destas discussões.
Falou-se do impacto da atual pandemia num eventual repensar da Cooperação para o Desenvolvimento, nomeadamente na necessidade de criar espaços de construção e decisão verdadeiramente partilhados, com mecanismos de minimização das diferenças de poder entre parceiros. Reconhecendo que a esta lógica teria de estar subjacente a vontade de abdicar do atual poder negocial por parte dos países que sempre se apresentaram como doadores, imaginou-se que este poderia ser o momento ideal para começar a fazer.
No campo das novas tendências para o financiamento, emerge com maior destaque a chamada “blended finance”. Esta é uma tendência que nos coloca perante a complexidade do mundo financeiro aplicado ao desenvolvimento e que começou a ser anunciada como a solução, em particular, para a eficácia dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em 2015 pela ONU. Para além da promoção das parcerias público-privadas, cujos resultados ou impactos são pouco conhecidos, fala-se no papel das entidades financeiras estatais ou multilaterais como facilitadoras, garantes e promotoras de fundos privados de natureza múltipla (fundos de investimentos, fundos de pensões, portfolios de crédito, etc.) que poderão financiar tanto as grandes obras de infraestruturas e de serviços, como pequenas “start ups”, nos países ditos em desenvolvimento.
Neste quadro de “investimento inovador” restam, porém, velhas questões do desenvolvimento como o endividamento crónico desses Estados e a reestruturação da dívida, para as quais estes novos mecanismos não parecem ser consensualmente uma resposta adequada.
Participámos ainda na sessão sobre a ligação entre Desenvolvimento e Justiça no Comércio, numa sessão muito centrada nos ideais do Comércio Justo e nas conexões entre os mecanismos da ajuda e do comércio. Desta sessão retivemos o ponto sobre (in)coerência de políticas nomeadamente na ligação (inexistente) entre os princípios anunciados de transição verde e os acordos económicos bilaterais: como minimizar os impactos negativos desta transição? Como avançar sem impor aos países do sul requisitos demasiado altos para o que são as suas condições específicas? Como interligar as agendas ambiental e social no quadro das políticas comerciais da UE?

Discutindo justiça económica na Escola Secundária Luís de Camões

27 de maio. A convite da Associação de Estudantes da Escola Secundária Luís de Camões, o CIDAC esteve nesta escola de Lisboa numa sessão com cerca de 30 estudantes do 10.º ano. Consumo como liberdade de escolha ou como condicionamento do “sistema”, ou ainda como condicionamento do rendimento de cada um/a; rendimento baseado na garantia da dignidade das pessoas ou na meritocracia; a inteligência artificial e o futuro do trabalho; a injustiça como inerente à natureza humana ou como consequência do sistema social, económico e político; a fatalidade do “estado das coisas” ou as possibilidades de mudança através da iniciativa das pessoas ou da reforma das organizações internacionais, como a ONU, foram algumas das questões e dos prismas trazidos e discutidos pelos/as jovens em torno da ideia de maior justiça nas relações económicas e comerciais.
Para o CIDAC, é importante estreitar relações com o estabelecimento de ensino mais próximo da nossa sede. Nesse sentido, esperamos poder prosseguir com outras iniciativas no âmbito do comércio justo, economia solidária e da ED-ECG junto de professores/as e estudantes.

 

Introdução ao Comércio Justo: as realidades do Brasil e da Europa

 

29 de abril. O CIDAC participou, como convidado, numa formação para estudantes e professores/as promovida pela Incubadora Tecnológica para o Fortalecimento dos Empreendimentos Económicos Solidários do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Brasil. Participaram Haroldo Mendonça do CEA (Centro de Estudo e Assessoria) e Carlos Gomes pelo CIDAC. O Haroldo Mendonça centrou a sua intervenção na apresentação da realidade do Comércio Justo no Brasil. Referiu os 10 anos de vigência do decreto que instituiu o sistema brasileiro de Comércio Justo e Solidário. Este decreto foi criado e aprovado pelo governo anterior, num quadro de franco desenvolvimento da economia solidária no Brasil. Amplamente debatido, na altura, com os diversos intervenientes e movimento social organizado. Este quadro foi revertido com a ascensão de Bolsonaro ao poder. Assim, muitos dos apoios e dinâmicas implementadas encontram-se, atualmente, suspensas ou enfraquecidas. Previa entre outros, mecanismos de regulação dos diversos atores que fazem parte da cadeia do Comércio Justo, desde a produção até à comercialização, não esquecendo os sistemas de certificação e assessoria. Dos vários objetivos que se pretendiam alcançar destaca-se o rompimento com a lógica da divisão internacional do trabalho, representada na exportação de matérias-primas, ao desenvolver um sistema que operasse nos circuitos internos do Brasil.
Apesar de todos os esforços e logros alcançados, a pressão de entidades certificadoras internacionais, como a FLO Cert, e o avanço de políticas económicas ultra-liberais postas em prática pelo atual governo, vieram enfraquecer o movimento que dependia muito das políticas públicas.
Contudo, a lei existe e as sementes ficaram lá. Esperamos que mais cedo do que tarde, os movimentos de Economia Solidária e Comércio Justo brasileiros possam retomar o seu caminho de promoção da justiça e equidade.
Na nossa intervenção tivemos a oportunidade de fazer um relato da situação atual do Comércio Justo em Portugal e na Europa: o impacto negativo que a apropriação do conceito pela grande distribuição alimentar tem nas organizações de base do Comércio Justo; como algumas organizações de cariz associativo e cooperativo têm resistido e criado alternativas, e como o CIDAC tem integrado estas iniciativas.
 
 

Referencial ED – Primeira reunião do Conselho Consultivo

15 de abril. O Projeto “O Referencial de ED na prática: problemáticas e recomendações para a formação inicial e contínua de professores/as” reuniu o seu Conselho Consultivo no dia 15 de abril.
Este projeto que está a ser implementado pelo CIDAC e Fundação Gonçalo da Silveira (FGS), conforme noticiado num anterior informe, desenvolverá um estudo que nos dará pistas sobre as práticas e a aplicação do Referencial de ED nos vários níveis de ensino, desde o primeiro ciclo até ao secundário. Problemas, constrangimentos e casos bem sucedidos que deem origem a recomendações para a formação inicial e contínua de professores/as.
O Conselho Consultivo, cujos/as membros são oriundos/as de Institutos de Ensino Superior, Centros de Formação, Universidades, a Associação que representa as Escolas Superiores de Educação, Agrupamentos de Escolas, Associação dos/as professores/as de Geografia e/ou ligados/as a anteriores processos relacionados com este campo educativo, terá como função o acompanhamento do processo em cada fase do projeto.
O encontro online do grupo realizou-se num espírito de entusiasmo e de abertura à colaboração, de forma a enriquecer o projeto nas suas componentes metodológicas e nas sugestões de casos a estudar, de forma a garantir a sua heterogeneidade.
Contámos com 11 participantes, para além dos 5 membros da equipa CIDAC e FGS.

 

Conversas de sábado à tarde

27 de fevereiro. A conversa deste dia foi sobre cooperativismo... um pouco de história do movimento, de exemplos concretos associados ao Comércio Justo em diferentes geografias, e muitas perguntas e dúvidas que todos/as vamos partilhando relativamente a vantagens e limitações deste ideal quando levado à prática.
Estas conversas temáticas - que começaram em meados de janeiro - tiveram até agora 4 sessões de sábado à tarde, quinzenais, nas quais se encontraram - on line - membros da equipa permanente e jovens voluntárias/os do CIDAC. Nasceram precisamente de uma necessidade diagnosticada por algumas voluntárias de encontrar um espaço onde se pudessem aprofundar as várias temáticas que atravessam o Comércio Justo, numa dupla lógica: por um lado fortalecer o trabalho de voluntariado na Loja e, por outro, aprofundar conhecimentos no quadro temático mais global da atividade do CIDAC.
Com o encerramento da Loja aos dias de semana (desde meados de janeiro), este espaço tem vindo a constituir-se num local de encontro e de aprendizagens informais, que valorizamos muitíssimo, inclusivamente com a capacidade de acolher novos/as voluntários/as que, apesar da pandemia, nos contactaram no sentido de manifestar disponibilidade para colaborar de alguma forma. Estamos em crer que aprofundando o conhecimento mútuo e o domínio temático criamos condições para, em conjunto, pensarmos linhas de trabalho a desenvolver no futuro próximo, quem sabe até para além do próprio voluntariado na Loja.
A próxima sessão está já agendada para o dia 20 de março.
 
Arranque de um novo projeto de ED

Janeiro. O CIDAC, em parceria com a Fundação Gonçalo da Silveira, iniciou em janeiro de 2021 um novo projeto de Educação para o Desenvolvimento/ED, que se irá desenrolar ao longo dos próximos 24 meses.
Financiado pelo Camões Instituto da Cooperação e da Língua, este projeto, denominado “O Referencial de ED na prática: problemáticas e recomendações para a formação inicial e contínua de professores/as” pretende dar continuidade ao caminho percorrido, primeiro com a elaboração do Referencial de ED e depois com “O Referencial de Educação para o Desenvolvimento – Educação Pré-escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário na Formação Inicial de Educadores/as e Professores/as”. Tem como objetivo geral contribuir para o reforço das condições de aplicação prática do Referencial ED no sistema formal de ensino e como objetivo específico produzir recomendações para a formação inicial e contínua de professores/as conducentes ao reforço da aplicação do Referencial de ED.
Para além da recolha e tratamento de dados prevista, este projeto pretende contribuir para a reflexão mais global sobre o contexto de intervenção em ED no sistema formal de ensino que, nos últimos anos, sofreu uma profunda alteração. Tendo como ponto de partida as diferentes formas de aplicação do Referencial ED nas escolas, e mais especificamente ainda, no que tem sido a experiência dos/as professores/as, propomo-nos associar um conjunto de atores ligados à formação de professores, com os quais possamos refletir sobre os caminhos que ainda a fazer.
O Referencial de Educação para o Desenvolvimento – educação pré-escolar, ensino básico e ensino secundário é um documento orientador, editado pelo Ministério da Educação em 2016, que visa enquadrar a intervenção pedagógica da Educação para o Desenvolvimento, como dimensão da educação para a cidadania, e promover a sua implementação na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário. Este documento resultou do trabalho de co-autoria entre Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., CIDAC, Fundação Gonçalo da Silveira e Direção Geral de Educação/ME.

Participação no Fórum da Cooperação


18 de junho. Com o propósito de ouvir contributos de diversos atores da sociedade civil para a construção da futura Estratégia da Cooperação Portuguesa para o período 2021-2030, reuniu no passado dia 18 de junho (online) o Fórum da Cooperação Portuguesa numa sessão que já não acontecia desde 2018.
Para além de um conjunto de informações relativas ao processo de elaboração deste documento de política pública, nomeadamente quanto ao seu calendário e ao compromisso de se repetirem futuramente – com diferentes formatos – os espaços de partilha e reflexão conjunta, a sessão teve dois momentos diferentes: em primeiro lugar a apresentação política do documento em construção, a cargo do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dr. Francisco André, e de seguida, uma diversidade de intervenções das organizações presentes sobre as temáticas e princípios que consideram prioritárias.
Importa aqui lembrar que em 2020 nos empenhámos em colaborar na construção coletiva do documento “Visão da Plataforma Portuguesa das ONGD sobre o futuro da Cooperação Portuguesa”, o qual constitui agora a base de qualquer intervenção que possamos fazer.
Na fase atual, foi solicitada  ao CIDAC uma contribuição específica para este processo, no campo da Educação para o Desenvolvimento, refletindo sobre principais desafios atuais e prioridades para o futuro, a qual tivemos oportunidade de elaborar e enviar ao Camões IP a 30 de junho (bem como partilhar com a PPONGD, numa lógica de reforço mútuo).
Até ao final do ano vamos querer acompanhar este processo, cujo resultado final terá uma natureza estruturante para a Cooperação Portuguesa nesta década.

Encontro final das Oficinas Paz
e Cidadania Global
- Povos Culturas e Pontes

8 de junho. As “Oficinas Paz e Cidadania Global” são uma iniciativa da Câmara Municipal do Seixal baseada numa parceria original que junta Organizações da Sociedade Civil, Escolas e Poder Local. É neste quadro que, desde 2019, o CIDAC mantém uma intervenção num conjunto de escolas do concelho, dinamizando atividades ligadas ao Comércio Justo na  componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.
Concluindo este ciclo de 3 anos, escolas, Câmara Municipal e associações organizaram um encontro final, nas Oficinas Manuel Cargaleiro, no dia 8 de junho, com o propósito de revisitar coletivamente o caminho percorrido e pensar o que poderia ser o futuro desta linha de trabalho, dando um espaço privilegiado de participação aos alunos e alunas das várias escolas que participaram da iniciativa, assim como às suas professoras e professores.
Metodologias diferentes, novas perspetivas sobre a realidade, temáticas interessantes, ir à raiz dos problemas, estimular o espírito crítico, aliar o teórico e o prático, abrir a Escola a organizações da sociedade civil foram das dimensões mais valorizadas e discutidas nos vários grupos de trabalho e nas sessões plenárias. Para o futuro, foi consensual a ideia de se aprofundar a dimensão de ação, nomeadamente fora da escola, no seio da comunidade ou do tecido associativo local. Os e as jovens foram também unânimes sobre a necessidade de se fomentar mais o intercâmbio entre escolas, inclusive com escolas fora de Portugal, para debater e agir em conjunto à volta das temáticas ligadas a Cidadania Global.
Além do CIDAC, participaram deste percurso de cidadania o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), a Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) e a Rato-Associação para a Divulgação Cultural e Científica.
 

Comércio Justo no Almada Green Market

30 de maio. A Câmara Municipal de Almada desafiou-nos a participar na segunda edição deste mercado, que se quer tornar regular no último fim de semana de cada mês, no Parque da Paz em Almada. Assente num ideal de promoção de marcas e projetos que criam soluções de consumo mais sustentáveis, de menor impacte ambiental e de produção local, esta iniciativa municipal procura associar uma enorme variedade de atores - produtores/as agrícolas, artesã/os, designers e outros - apostados em, cada um à sua maneira, (...) criar um mundo melhor.
A nossa presença durante o dia de domingo foi muito agradável, feita de vendas e de conversas variadas sobre produtos e produtores/as com as muitas pessoas que visitaram o mercado, mas também feita de muitas trocas de saberes com os/as outros/as participantes. Vamos avaliar as nossas forças para perceber se poderemos assumir uma participação regular neste mercado.
 
 
Dia Mundial do Comércio Justo 2021 no CIDAC, em defesa dos direitos humanos!

8 de maio. Todos os anos, no segundo sábado de maio, celebra-se no mundo inteiro o Dia Mundial do Comércio Justo. Este ano, 11 jovens embaixadores e embaixadoras do Comércio justo da Escola Secundária de Amora vieram com 3 professores/as sensibilizar transeuntes e clientes da loja de Comércio Justo sobre as violações dos direitos humanos do povo Uigure, na China, e alertar para a cumplicidade das multinacionais dos setores têxteis, das telecomunicações ou da industria automóvel que beneficiam do trabalho forçado desta população. Em colaboração com o CIDAC, os e as jovens investigaram esta problemática nos meses anteriores e decidiram elaborar uma petição dirigida à Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia exigindo que o acordo de investimento global em fase de celebração entre a UE e a China garanta o primado dos direitos humanos sobre a economia e a finança. Neste dia simbólico, a equipa de jovens embaixadores/as conseguiu convencer várias pessoas a assinar a petição, graças a um trabalho de sensibilização de rua que constituiu para todos e todas uma primeira experiência neste domínio.
Por outro lado, parte da equipa jovem dinamizou uma prova de produtos no bairro, e, entre chá, café e chocolate, aproveitaram para informar as pessoas sobre a pertinência do Comércio Justo.
A vinda dos alunos e das alunas da Escola Secundária de Amora, com quem trabalhamos desde 2019, foi também uma bela ocasião para ficarem a conhecer melhor o CIDAC, a sua história, as instalações e a loja de comércio justo.
Não hesite em visitar o blog de Cidadania e Desenvolvimento da escola onde para além de testemunhos deste dia, poderá descobrir muitas da atividades realizadas neste estabelecimento de ensino do Seixal.
 
44.ª Mesa Redonda
do GENE

 

29 - 30 de abril. Participámos este mês em mais uma das Mesas Redondas regulares organizadas pelo GENE – Global Education Network Europe, a terceira em formato online desde que foi necessário reduzir os encontros presenciais como resposta preventiva ao COVID-19.
O desafio de manter relevantes estas Mesas Redondas online no quadro do trabalho da Rede não era pequeno, já que tiveram sempre um papel importante na criação de espaços informais para troca de informações e aprendizagens entre as organizações membro, complementar à dimensão mais formal do trabalho desenvolvido entre Mesas Redondas.
A equipa GENE tem apostado num modelo de encontro mais leve (apenas duas manhãs e não dias completos), com uma grande diversidade de momentos de trabalho (alternando espaços de apresentação de comunicações, perguntas e respostas e trabalhos de grupo) e um horário escrupulosamente cumprido. A conjugação destes diversos fatores cria um espaço de trabalho muito rico, no qual a utilização de ferramentas digitais surge como suporte da criação de um sentimento de proximidade entre os membros participantes. Mais sobre os destaques desta 44.ª Mesa Redonda podem ser vistos aqui.
O GENE celebra este ano 20 anos de existência, dos quais o CIDAC partilha 19 (começámos a participar em 2002). Para assinalar este aniversário, estão em preparação um conjunto de iniciativas, das quais daremos conta à medida que forem sendo publicamente anunciadas.

 

ED Experimentar – Participação do CIDAC na reflexão sobre relação OSC-Escolas
 
Março-abril. As experiências de Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Global em meio escolar têm representado um chão fértil de reflexões a partir da prática, seja no âmbito de projetos, seja em redes como a Rede ECG. A Fundação Gonçalo da Silveira e parceiros do projeto EDxperimentar: Laboratórios de Cidadania Global e Desenvolvimento convidaram diferentes organizações da sociedade civil (OSC) envolvidas neste tipo de experiências a integrar a dimensão de incidência política do projeto. O CIDAC foi uma dessas organizações. Num primeiro momento, em março, conversámos com a FGS sobre o papel das OSC na aprendizagem e vivência da Cidadania na Escola, com base na nossa experiência. Posteriormente, em Abril, participámos num encontro que reuniu 13 organizações para discutirem os resultados das conversas tidas entre os parceiros do projeto e as OSC convidadas. Serão realizados outros encontros com o mesmo foco, que culminarão na formulação de propostas para melhorar ou aprofundar a implementação da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) e da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED).
 
 

 

 

 Jovens Embaixadores/as do Comércio Justo lançam petição pública

Abril. Entre janeiro e abril de 2021, e apesar da passagem do ensino presencial para a modalidade a distância, as/os Jovens Embaixadoras/es do Comércio Justo da Escola Secundária de Amora, no Seixal, levaram a cabo, em colaboração com o CIDAC, um trabalho sobre a violação dos Direitos Humanos do povo uigure na China.
Aproveitando a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, o grupo decidiu realizar uma petição apelando à coerência das políticas da UE e ao respeito do primado dos Direitos Humanos sobre a economia.
Visite o blog Cidadania da Escola Secundária de Amora para conhecer o texto da petição e, se concordar, junte a sua assinatura!

 

 

 

 

 

Tendências e perspetivas da Cooperação para o Desenvolvimento 

 
Janeiro-fevereiro. O CIDAC participou num conjunto de iniciativas promovidas pela Plataforma Portuguesa das ONGD, centradas nas tendências que caracterizam a Cooperação para o Desenvolvimento hoje em dia. Este ciclo insere-se no projeto “Por uma Europa aberta, justa e sustentável no mundo”, que visa, entre outros, influenciar as políticas de cooperação no quadro da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
Securitização da ajuda, maior protagonismo do setor privado lucrativo, instrumentalização da sociedade civil ao serviço de agendas geopolíticas, emergência de novos doadores, digitalização acelerada, subida dos populismos, impacto da pandemia de COVID na Ajuda Pública para o Desenvolvimento… são algumas das tendências com impacto na Cooperação para o Desenvolvimento e sobre as quais as ONGD portuguesas, europeias mas também africanas, asiáticas ou latino-americanas são chamadas a refletir e a posicionar-se.
Neste quadro, participamos numa oficina de capacitação, em janeiro, e numa oficina de concertação realizada em fevereiro, visando rumar para um posicionamento das ONGD portuguesas em relação a estas evoluções do nosso campo de intervenção. Próxima etapa, no dia 26 de março, a Plataforma Portuguesa organiza um webinário com a presença de representantes da UE, da União Africana, do Instituto Camões da Cooperação e da Língua assim como de representantes de organizações da sociedade civil, e durante o qual serão discutidas as preocupações identificadas por parte das ONGD. Para mais informações sobre este webinário, ou se quiser participar, clique aqui.